O dragão de sete cabeças habita fisicamente um cenário de proporções colossais — um local remoto onde rios e mares outrora passaram sobre montanhas, em um planeta distante do nosso. Lá, naquele mundo sutil, seres dotados de alta inteligência coexistem entre dragões e criaturas tão distintas que, para nós, humildes humanos, seriam chamadas de mitológicas. Eles vivem em constante trânsito com viajantes intergalácticos provenientes de cada canto daquela galáxia. Na verdade, os únicos seres privados de vagar livremente pelo universo são os humanos da Terra. Como a humanidade não possui permissão para cruzar as fronteiras espaciais, também está sob uma rigorosa quarentena, proibida de receber visitas de civilizações intergalácticas.
Neste mesmo planeta onde o dragão repousa, uma gigantesca serpente está sendo criada artificialmente por forças ocultas. Ela não para de crescer, alimentada com o propósito deliberado de travar uma batalha contra a criatura de sete cabeças. O plano é cruel: cada cabeça que a serpente conseguir envenenar tornará o dragão mais insensibilizado. Seres de outros mundos desejam secretamente a morte do dragão; contudo, eles ignoram — ou desprezam — o fato de que o coração da criatura, o dragma, é a própria fonte que sustenta a luz dopensamento humano. Se o dragão morrer, a capacidade de pensar da humanidade se extinguirá, desencadeando uma destruição em massa na Terra por pura falta de discernimento e razão.
À medida que a serpente avança e o dragão fica temporariamente anestesiado, ocorrem severas interferências em seu organismo. Há uma perda nos canais de sua língua, responsáveis por liberar tanto o gás mortífero quanto o gás comburente que alimenta as chamas de sua boca. Os idealizadores dessa sabotagem esperam que a dissipação desses gases conceda uma pausa temporária, até que a sensibilidade do gigante de sete cabeças seja completamente substituída pelo torpor do veneno.
Contudo, essa trégua forçada abre uma inesperada janela de misericórdia para nós. Enquanto durar a pausa provocada pelo vazamento dos gases, as pragas e mazelas biológicas que assolam a Terra cessarão, e os portais apocalípticos se fecharão. A expectativa dos protetores do universo é que, antes que o dragão recupere suas forças e volte a acumular os gases em seu peito, muito já tenha sido resolvido. Espera-se que ele retorne menos revoltado pelo despertar iminente da humanidade.
Afinal, existe uma imensa e milenar luta no universo entre o Bem e o Mal, e tudo o que enfrentamos na Terra é apenas o reflexo dessa grande guerra cósmica. Felizmente, não estamos sós: existem seres intergalácticos de pura luz que lutam ativamente a favor da Terra e da preservação dos seres humanos. Neste cenário de incertezas, cada um de nós deve manter a sua fé e crer no propósito maior; pois, conectando nossas forças e lutando juntos na mesma frequência, o lado bom da Terra vencerá essa batalha.
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